Manual de Utilização e Manutenção para a Ficha Técnica do Edifício

Manual de Uso e Manutenção

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Introdução
A Preparação do terreno
C Fundações
E Estruturas
EA Metálicas
EF Alvenarias
EH Concreto armado
EM Madeira
EP Concreto pré-fabricado
EX Mistas
F Fachadas, paredes, divisórias e proteções
L Esquadrias, vidros e proteções solares
H Arremates e trabalhos auxiliares
M Pisos urbanos
I Instalações
N Isolamentos e impermeabilizações
T Equipamento urbano
Q Coberturas
R Revestimentos e forros
S Sinalização e equipamento
U Urbanização interna do lote
Sugestões

Manual de Uso e Manutenção (para a Ficha Técnica da Habitação)



E

ESTRUTURAS


Nas instruções de utilização encontra-se toda a informação necessária para que a utilização do edifício esteja de acordo com as considerações adotadas no projeto.


De toda a informação acumulada sobre uma obra, as instruções de utilização incluirão aquelas que possuam interesse para o proprietário e para os utilizadores, que serão no mínimo:

ações permanentes.

sobrecargas.

deformações admitidas, incluindo as do terreno, se for o caso.

condições particulares de utilização, como o respeito aos sinais de limitação de sobrecarga, ou a manutenção das marcas ou marcos separadores que definem zonas com requisitos especiais a respeitar.

se for o caso, as medidas adotadas para reduzir os riscos do tipo estrutural.


O plano de manutenção, no que corresponde aos elementos estruturais, será estabelecido em concordância com as bases de cálculo e com qualquer informação adquirida durante a execução da obra que possa ser de interesse, e identificará:

o tipo dos trabalhos de manutenção a efetuar.

lista dos pontos que requerem uma manutenção particular.

o alcance, a realização e a periodicidade dos trabalhos de conservação.

um programa de revisões.


Qualquer modificação nos elementos estruturais, que possa alterar as condições de trabalho previstas no projeto, deve ser justificada e comprovada mediante os cálculos oportunos, realizados por um técnico competente.


Na sua manutenção deve-se principalmente protegê-la contra ações não previstas sobre o edifício, alterações de uso e sobrecargas, assim como dos agentes químicos e da umidade (cobertura, saliências, pisos térreos, por capilaridade) que provocam a corrosão das armaduras.


As estruturas convencionais de edificação não requerem um nível de inspeção superior ao que deriva das inspeções técnicas de rotina dos edifícios. É recomendável que estas inspeções se realizem pelo menos cada 10 anos, exceto a primeira que poderá ocorrer em um prazo superior.


Neste tipo de inspeções será prestada especial atenção à identificação de patologias estruturais, que normalmente serão do tipo dúctil e manifestam-se através de danos nos elementos inspecionados (deformações excessivas que originam fissuras em paredes, por exemplo). Também se identificarão as causas de potenciais patologias (humidades por infiltração ou condensação, utilizações inadequadas, etc.)


É conveniente que na inspeção do edifício seja realizada uma específica da estrutura, destinada à identificação de danos de carácter frágil como os que afectam seções ou ligações (corrosão localizada, deslizamento não previsto de ligações aparafusadas, etc.), danos que não possam ser identificados através dos seus efeitos em outros elementos não estruturais. É recomendável que as inspeções deste tipo se realizem pelo menos cada 20 anos.